Mahmut Orhan lançou “Three”, uma colaboração com o produtor e vocalista alemão Felix Raphael que antecipa o universo do próximo álbum do artista turco.
O single já está disponível nas plataformas digitais e mostra uma abordagem mais contida, melódica e atmosférica ao som de Mahmut Orhan. Em vez de procurar um momento de impacto imediato, “Three” desenvolve-se de forma gradual, apoiado num groove de house mais profundo, texturas eletrónicas e a voz de Felix Raphael.
A faixa cruza elementos de house, electronica e escrita alternativa, reforçando a direção que Mahmut Orhan tem vindo a explorar nesta nova fase. O produtor, conhecido por misturar deep house, indie dance e influências globais, tem construído ao longo de mais de uma década um catálogo com forte dimensão crossover, capaz de circular entre a pista, a escuta doméstica e formatos mais melódicos.
“Three” surge depois de colaborações recentes com nomes como ZHU, em “Transatlantic”, Francis Mercier, KinAhau e Arodes. Esses lançamentos têm mostrado um artista interessado em expandir a sua paleta sonora, trabalhando territórios mais emotivos e menos presos a uma única linguagem de clube.
A presença de Felix Raphael aproxima ainda mais o tema de uma zona híbrida entre produção eletrónica e canção. O artista baseado em Berlim tem desenvolvido trabalho como produtor, vocalista e multi-instrumentista, com ligações à melodic house e colaborações com Ben Böhmer, Tinlicker, Booka Shade e Oliver Koletzki. É também fundador da editora YION.
Nesta colaboração, a voz de Raphael acrescenta uma dimensão mais humana ao ambiente eletrónico da faixa, enquanto a produção mantém espaço para tensão, melancolia e movimento. O resultado não se fixa totalmente no deep house, na melodic house ou na electronica, preferindo ocupar uma zona intermédia entre géneros.
Para quem acompanha música eletrónica, “Three” é relevante por mostrar Mahmut Orhan a aprofundar uma fase mais autoral e menos centrada em fórmulas imediatas. A faixa funciona como mais uma pista sobre o próximo álbum e sobre a forma como o artista está a reorganizar o seu som entre groove, melodia e colaboração vocal.