Foto: Vitor Oliveira

Gravitate adia estreia para outubro por questões de licenciamento

O Gravitate adiou a estreia para 2 a 5 de outubro, depois de a primeira edição, inicialmente marcada para 28 de agosto nas redondezas da Albufeira do Alqueva, ter sido travada por questões de licenciamento.

Segundo a organização, o processo foi condicionado por mudanças de local e pela necessidade de obter pareceres de entidades competentes. Em comunicado, o festival explicou que, nos últimos dois meses, teve de mudar o recinto duas vezes, devido ao enquadramento ambiental de grande parte dos terrenos em redor da Albufeira do Alqueva.

A zona está abrangida por áreas protegidas, incluindo a Rede Natura 2000 e o plano POAAP, o que implica regras e requisitos específicos. A organização refere que essa situação tornou o processo mais complexo e que a obtenção dos pareceres necessários acabou por demorar mais do que o previsto.

De acordo com o comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil não conseguiu garantir que o parecer necessário fosse emitido a tempo da realização do festival nas datas inicialmente previstas. Após uma reunião com a Câmara Municipal, o Gravitate anunciou a intenção de realizar o evento entre 2 e 5 de outubro.

A venda de bilhetes foi suspensa durante alguns dias. A organização indicou também que irá providenciar reembolso a quem pretender e responder a dúvidas através de mensagens diretas no Instagram.

Apesar do adiamento poder implicar alterações no alinhamento, o cartaz anunciado inclui nomes relevantes do circuito internacional, como Adriana Lopez, Batu, Cinthie, Djrum, DJ Nobu, DVS1, Feral em formato live, Lechuga Zafiro, Marco Shuttle, Mama Snake, Martyn e Zenker Brothers.

A presença portuguesa também faz parte da proposta, com artistas como Francisca Urbano, Luísa e Vil & Gear. O alinhamento posiciona o Gravitate num território ligado ao techno, bass, house e outras linguagens de pista mais exploratórias.

Para quem acompanha música eletrónica em Portugal, o adiamento é relevante por mostrar os desafios de criar novos festivais em zonas sensíveis do ponto de vista ambiental e administrativo. Ao mesmo tempo, mantém no calendário uma nova proposta fora dos grandes centros urbanos, com uma curadoria orientada para públicos atentos à música de clube contemporânea.

A organização ainda não confirmou se o cartaz se mantém integralmente nas novas datas.

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