Foto: Instagram / KSHMR

KSHMR estreia alias TEJA com o álbum “Mirage”

KSHMR lançou “Mirage” a 21 de agosto, um álbum de oito faixas editado através da Dharma Worldwide e assinado com o novo alias TEJA, criado para explorar sonoridades ligadas ao organic house.

O disco foi desenvolvido em colaboração com Ampermut e Gobi Desert Collective, depois de KSHMR ter destacado uma faixa dos artistas no seu programa “Dharma Radio”. A partir desse contacto, começaram a trocar demos e ideias, até transformarem o processo colaborativo no álbum agora lançado.

Entre os temas incluídos em “Mirage” estão “Oasis”, “Nigaaro”, “Rosh”, com Mir Iqbal, “Aquarius” e “Sundial”. O alinhamento marca uma mudança de direção em relação à faceta mais conhecida de KSHMR, habitualmente associada a produções eletrónicas de grande escala e a uma presença forte no circuito internacional de DJs.

O alias TEJA tem também um significado pessoal. O nome é inspirado em Tej, irmão mais novo de KSHMR, e será usado como uma identidade separada para material ligado ao organic house. Segundo a informação divulgada, o projeto deverá continuar com novos lançamentos e atuações ao vivo.

Em material de imprensa, KSHMR explicou que se apaixonou pelo organic house há alguns anos e começou este álbum sem saber exatamente onde a ideia o levaria. O artista admitiu que não sabia como esta sonoridade se iria relacionar com a música que tinha feito anteriormente, mas afirmou que explorar este território lhe deu uma nova motivação criativa.

O produtor descreve esta abordagem como mais relaxada, com espaço para instrumentos e groove. Essa definição ajuda a perceber o posicionamento de TEJA: não apenas como uma experiência pontual, mas como um canal próprio para trabalhar texturas mais orgânicas e estruturas menos centradas no impacto imediato da pista.

Para quem acompanha música eletrónica, “Mirage” é relevante por mostrar um artista de grande dimensão a separar linguagens dentro da sua própria carreira. TEJA permite a KSHMR explorar um lado mais instrumental e atmosférico sem abandonar a identidade principal que construiu ao longo dos anos.

O lançamento confirma ainda o peso crescente do organic house entre artistas que procuram cruzar produção eletrónica, instrumentação e influências globais.

 

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